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Postado por <brasilbrokersoficial>
06 dez

Oscar Niemeyer: 1907 – 2012

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” (Oscar Niemeyer)

E assim sua arte tomou forma: o homem que gostava de curvas não poupava esforços para tê-las na prancheta. Aos 104 anos Oscar Niemeyer faleceu no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e amava.

Niemeyer ficou famoso por projetos que se tornaram cartão-postal de Belo Horizonte, no bairro da Pampulha, nos anos 1940, e de Brasília, dez anos mais tarde. Difícil destacar a obra mais importante do gênio, mas entre elas: Obra do Berço, seu primeiro projeto individual, datado de 1937, e o Sambódromo (1983), no Rio de Janeiro; o Caminho Niemeyer, ainda em construção, e o Museu de Arte Contemporânea (1991), em Niterói; O edifício Copan e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, no começo dos anos 50.

 

Museu de Arte Contemporânea, Niterói

 

Edifício Capanema, Rio de Janeiro

 

Sambódromo, Rio de Janeiro

 

Palácio do Planalto, Brasília

 

Além das obras brasileiras, Oscar deixa sua marca pelo mundo. Entre as realizações no exterior, destaque para a França, onde viveu na capital durante os anos 1960. Em território francês, projetou a sede do Partido Comunista Francês, do jornal L’Humanité, da Bolsa de Trabalho de Bobigny e o Centro Cultural Le Havre. Destaque também é o prédio da editora Mondadori, na Itália, projetos diversos na Argélia, o Museu de Arte Moderna de Caracas e a Universidade de Haifa, em Israel.

Niemeyer também é reconhecido no exterior, recebeu o prêmio Pritzker de Arquitetura em 1987 e o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza em 1996, entre muitos outros.

“O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela. Quando olho para trás, vejo que não fiz concessões e que segui o bom caminho. Isso é o que dá uma certa tranquilidade”, disse a jornalistas ao completar 100 anos.
Fonte: O Estado de S. Paulo.

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